por S. T. Canuto
R$ 31,99
A chegada de agentes autônomos de IA não é apenas mais uma funcionalidade a ser adicionada aos sistemas de software — é uma mudança de paradigma arquitetural. Pela primeira vez em escala relevante, engenheiros de software precisam projetar sistemas que incorporam componentes de decisão probabilísticos, cujo comportamento não é totalmente especificável nem verificável pelos métodos tradicionais de teste determinístico.
Este livro oferece um referencial técnico, denso e aplicável para arquitetos de software, engenheiros seniores, líderes técnicos e profissionais de qualidade que precisam tomar decisões concretas de projeto: como estruturar camadas arquiteturais quando parte da lógica reside em um modelo de linguagem; como desenhar contratos de ferramentas e protocolos de interoperabilidade como o MCP (Model Context Protocol); como testar, avaliar e observar continuamente um sistema cujo comportamento é estatístico, não binário; como projetar guardrails de segurança contra manipulação adversarial; e como manter rastreabilidade, auditabilidade e gestão de risco proporcional em sistemas que evoluem e podem se degradar silenciosamente ao longo do tempo.
Ao longo de cinco partes — Fundamentos, Padrões Arquiteturais, Qualidade e Segurança, Engenharia e Operação, e Futuro e Estudos de Caso —, o livro combina diagramas, mapas conceituais, exemplos de código e estudos de caso ilustrativos para transformar conceitos abstratos em decisões de arquitetura concretas. Pontos de atenção específicos para contextos regulados (dispositivos médicos de software, proteção de dados, segurança cibernética em saúde) são destacados ao longo de todo o texto, sem restringir a aplicabilidade do conteúdo a esse público.
Este não é um livro sobre como usar uma ferramenta de IA específica, nem uma introdução superficial a "prompt engineering". É um tratado de arquitetura de software para a era em que parte da lógica de decisão de um sistema deixa de ser código determinístico e passa a ser um componente que precisa ser projetado, testado, observado e governado com o mesmo rigor — e as adaptações necessárias — que a engenharia de software sempre exigiu de seus componentes mais críticos.